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Poções: Animais

O cérebro humano

O ser-humano é resultado de mutações acumuladas ao longo de diversas espécies, desde os primeiros organismos unicelulares até o ancestral mamífero comum, passando pelos peixes que “desenvolveram” a capacidade de andar e olhar fora d’água. Estas mutações deixaram rastros indeléveis nas diversas camadas do cérebro humano, que se desenvolveu de forma cumulativa (o tronco cerebral, não por acaso, é chamado de cérebro reptiliano). No desenvolvimento do feto humano, as fases observadas também lembram a morfologia dos animais que são nossos ancestrais.

Na Bíblia, também há uma análise interessante feita por alguns autores a este respeito. No primeiro capítulo do Gênesis (Gênesis 1:24–26), Deus cria primeiramente os animais, e em seguida Adão. Já no segundo capítulo (Gênesis 2:7–20), Deus cria primeiramente Adão, e em seguida os animais. Esta aparente contradição pode ser conciliada considerando-se Adão como o resultado último da evolução, e simultaneamente como o Homem Cósmico, sendo portanto a manifestação do Universo que pensa sobre si mesmo. Assim, o Homem contém dentro de si todos os animais, e também a consciência una que iniciou a Evolução, antes do surgimento de todos eles.

Segundo Kenneth Grant, em “Aleister Crowley e o Deus Oculto”:

“O subconsciente pode ser considerado como uma série de camadas que contêm faculdades e poderes que se estendem indefinidamente. Cada fase da evolução, da aquática à humana, é caracterizada por vários poderes, e conforme novos se desenvolvem, outros tornam-se obsoletos e ficam para trás. Eles ficam latentes, podendo ser novamente despertos por meios mágicos”.

No sentido oculto e espiritual, portanto, seria possível resgatar as capacidades dos animais, todas dormentes no cerne humano. Mesmo animais que não tenham feito parte do tronco evolutivo do homem poderiam ser acessados, uma vez que os blocos da criação são os mesmos. Este acesso, porém, poderia ocorrer de forma arquetípica, e não necessariamente física. O vôo ocorreria de forma metafórica, pelo desprendimento do corpo astral em relação ao corpo físico, por exemplo, enquanto a troca de pele de uma cobra poderia ser mimetizada pela mudança na personalidade do adepto.

De fato, muitas vertentes mágicas antigas conheciam mecanismos para suscitar os atavismos animais em suas práticas. As peles de certos animais, bem como máscaras, eram utilizadas para assumir-se a forma daquele animal, com suas principais características. Escribas egípcios utilizavam vestes de leopardo buscando sua sagacidade, e os Deuses representados com cabeças de animais tinham os atributos dos mesmos, enquanto seus sacerdotes podiam usar elementos que remetessem àquele animal. Sendo assim, ingredientes retirados dos animais seriam suficientes para imbuir uma poção com o arquétipo do animal, após sua ativação.

 

Arquétipos dos animais

Em diversas lendas, mitos e fábulas podemos ter acesso aos arquétipos que existem por trás de cada animal, exista ele no mundo real ou não (como dragões e unicórnios). Neste sentido, cada arquétipo que corresponde a um animal pode também corresponder a um conteúdo mental e/ou espiritual, e obter acesso a estes conteúdos é o objetivo principal de se utilizar uma poção com algum ingrediente de origem animal.

Animais que vivem nas sombras podem prover o poder de passar despercebido pelas pessoas, enquanto animais voadores têm ligação com as viagens astrais e visão do mundo por uma perspectiva superior. Aqueles que têm capacidade de se adaptar a ambientes e temperaturas promovem a adaptabilidade do magista, e os que trocam de pele, além da capacidade de adaptação, podem prover renovação e reinício de ciclos. Animais peçonhentos favorecem ataques, mas também protegem o magista contra algo que queira atacá-lo. No caso dos animais mitológicos, o arquétipo pode ser acessado por meio de ingredientes que se relacionem a uma de suas partes, e com a intenção adequada no momento da ativação (ex: cobra para dragões, cavalo para unicórnios).

 

O Livro de São Cipriano

Segundo o folclore espanhol, São Cipriano teria sido um feiticeiro que viveu nas proximidades de Salamanca, onde estudou e desenvolveu seus trabalhos em Magia, e onde teria guardado 20 grimórios, contendo receitas mágicas para os mais diversos fins. O feiticeiro teria obtido todo seu conhecimento diretamente do Demônio, que proferia aulas a ele e mais 6 discípulos em uma caverna. Posteriormente, ao tentar realizar seus feitiços sob uma cruz cristã, sem obter resultado, teria percebido que o poder de Deus era superior ao do Demônio, e se convertido ao cristianismo.

De fato, vários Santos tiveram este mesmo nome, e Cipriano denota tão somente alguém natural do Chipre, porém hoje temos acesso a diversos grimórios ditos “Livros de São Cipriano”. As fórmulas descritas nos Livros utilizam, muitas vezes, elementos animais em sua composição, principalmente aqueles ligados à magia e à feitiçaria (gato preto, morcego, sapo, bode).

O fato de a maioria dos feitiços incluir elementos que incitam nojo e asco na maioria das pessoas pode estar ligado ao arquétipo da divinização do que é desprezível, e sua própria efetividade pode se dar pela excitação do inconsciente causada pelas técnicas e métodos bizarros e muitas das vezes controversos. Outra hipótese é a de que estes grimórios tenham sido forjados pela própria Igreja com o propósito de difamar os praticantes de Magia Natural, incentivando o ódio a estas práticas. De qualquer forma, a egrégora já acumulada em torno dos Livros e das práticas ali descritas aumenta sua efetividade, e as fórmulas apresentam consistência no sentido arquetípico de cada ingrediente utilizado.

 

O Vama Marg

O Vama Marg é tido como uma vertente “de mão esquerda” do Tantra Oriental. Segundo Grant, alguns dos rituais envolviam o uso de secreções vaginais e suor das sacerdotisas, além de sangue, urina e fezes, ativados por meio de práticas específicas. O corpo humano serviria, então, como um reator mágico, onde água e alimentos eram convertidos em ingredientes altamente carregados de energia sutil, numa frequência muito específica que era sintonizada por meio da mente.

A menstruação, por exemplo, seria utilizada nestas práticas como um meio de concentrar e ancorar desejos. A sacerdotisa se concentraria no objetivo que fosse definido, e após ser recolhido, o sangue poderia ser enterrado, bebido, ou utilizado para imbuir objetos e locais com as intenções que foram escolhidas.

A seguir, serão exemplificados alguns tipos de ingredientes de origem animal que podem ser utilizados, bem como seus significados.

Insetos

Os insetos são os animais de mais fácil uso em poções, mas de forma geral estas tornam-se impróprias para consumo. São geralmente relacionados a aspectos que se espalham e proliferam, podendo também indicar comunidade e trabalho conjunto. Outro aspecto geralmente relacionado é o de estratégia, com realização de tarefas de forma precisa e elaborada.

  • Cigarra: associada a recomeços, mas também a uma vida de desprendimento, com base na fábula onde era artista e poeta.
  • Lacraia: contra-ataque, imobilidade e paralisação.
  • Mosca: as moscas são tidas em alguns livros como as espiãs de Belzebu (que seria o Senhor das Moscas). Estão associadas à putrefação e regeneração, e também a vidência e onisciência.
  • Mariposa: aspecto lunar, noite, inconsciente.
  • Borboleta: associada a metamorfoses, reinícios e adaptação a novas situações, bem como liberdade e leveza.
  • Abelha: associada a aspectos solares e alegria, principalmente devido ao mel, e à defesa do clã, principalmente como líder de um grupo.
  • Mel: o mel produzido pelas abelhas é visto em diversas culturas como elixir da longevidade, trazendo saúde, mas também está relacionado à poesia (devido à bebida hidromel, famosa na mitologia Nórdica).
  • Cera: a cera de abelha pode ser utilizada em velas, mas também em tábuas de divinação (como no caso das tábuas Enoquianas), estando relacionada a cerimônias para contato com o divino.

Anfíbios

De forma geral, os anfíbios são relacionados à adaptação, uma vez que vivem em ambientes terrestres e aquáticos, e podem sobreviver em uma alta gama de temperaturas. Porém, algumas espécies possuem aspectos adicionais que estão relacionados às suas características próprias.

  • Rãs: fertilidade, aspecto materno, nutrição, cura. Adaptabilidade a ambientes, temperaturas e situações. Eram um dos principais familiares de bruxas na antiguidade.
  • Sapos: associados à terra, alguns sapos produzem substâncias alucinógenas (que eram usadas ritualisticamente) ou venenos (esfregados na ponta de flechas), indicando assim potencial de acesso a outras dimensões, ou de ataque.
  • Salamandras: são anfíbios relacionados ao fogo, aos aspectos de paixão e criatividade, mas também iniciativa e poder.

Répteis

Os répteis estão associados à mente humana instintiva, a conhecimentos profundos e ao início do mundo como o conhecemos. Geralmente evocam aspectos primordiais, tanto do Cosmos quanto da mente. Na mitologia, os dragões são a alegoria mais comum que possui relação com esta classe.

  • Lagarto: os lagartos em geral estão relacionados aos dragões, e portanto indicam instintos profundos e sabedoria telúrica primordial — como nas lendas de Tiamat e/ou Tifão e seus inúmeros filhos.
  • Crocodilo: finalização de aspectos em todos os reinos — físico, mental e espiritual. São relacionados ao início e ao final dos tempos, e também ao controle de sua passagem, tornando situações demoradas ou rápidas.
  • Cobra: está ligada à sedução, à sexualidade e a estratégias bem elaboradas, mas também a conhecimentos profundos. Faz a conexão do submundo com a terra, e sua troca de pele traz o aspecto de renovação.
  • Tartaruga: as tartarugas são tidas em diversas culturas como exemplos de longevidade, resistência e suporte. Ensinam aspectos primordiais do Cosmos para os humanos, bem como de isolamento para meditação.

 

Peixes e Mamíferos Aquáticos

O mar é entendido de forma arquetípica como o inconsciente, e por isso a maioria dos animais aquáticos está relacionada a jornadas por esta camada da psiquê. Dentre os ingredientes mais comuns podem ser citadas escamas, guelras e barbatanas, mas também óleos (como o óleo de baleia, usado para iluminação até o início do século passado).

  • Peixe: os Peixes podem ser relacionados à jornada pelo inconsciente, pelo mar primordial, e também à fertilidade. A vesica pisces, na geometria sagrada, é a forma que dá origem a todas as outras, e tem correlação com a yoni ou a boca de Rá.
  • Baleia: a baleia tem significados importantes na Bíblia, na história de Jonas e também sendo associada ao Leviatã. Representa os poderes primordiais da água, em uma perspectiva profunda e poderosa.
  • Golfinho: os golfinhos possuem significado pouco difundido, porém existem divindades associadas a eles, como o Delphinus grego, que convenceu Amphitrite a se relacionar com Poseidon e assim se tornou uma constelação. Está relacionado à atração afetiva e sexual (papeis também observados nas lendas brasileiras do Boto).

Pássaros

Os pássaros estão ligados à movimentação, a viagens, mas também a projeções astrais e à alma humana, em práticas xamânicas. Os diferentes tipos de pássaros, devido a seus hábitos, habitats e mitologias, podem ser utilizados para diferentes fins. Dentre os ingredientes mais usados para atrair o poder dos pássaros, podem ser citadas as penas, os ossos (também utilizados em oráculos), os ovos, e em alguns casos os ninhos.

  • Andorinha: é uma ave migratória, mas não costuma ser avistada em locais muito distantes da terra firme. Por isso, seu avistamento era tido pelos navegantes como indicação da proximidade do continente. Significa o retorno ao lar, ou então a migração para um novo lar.
  • Pó de Andorinha: um ingrediente muito comum de ser encontrado em lojas especializadas, é feito a partir do ninho da ave, e serve para expulsar pessoas ou proteger o lar.
  • Corvo: relacionado à proteção e à busca de tesouros, como observado pelos hábitos do animal e pelas entidades associadas, como o Daemon Malphas.
  • Coruja: representa o conhecimento e a sabedoria, estando relacionada a Minerva/Athena e Lakshmi.
  • Falcão: associado pelos egípcios ao sol e a seus ciclos. Atrai aspectos de atividade, poder e iniciativa.
  • Pavão: associado à beleza e ao plano astral, onisciente e vidente devido aos olhos de sua cauda.
  • Pombo: como no caso da pomba que avisa a Noé que o dilúvio terminou, este animal indica aliança e paz. Também está relacionado à fidelidade, como observado pela deusa romana Fides.

Mamíferos

Os ingredientes mais utilizados de mamíferos são os pelos e as unhas, por sua facilidade de obtenção sem prejuízo ao bem estar do animal. Dentes também podem ser utilizados, no caso de queda natural de animais pequenos, e outros elementos como peles e ossos podem ser recolhidos de animais mortos, assim como fezes e urina.

  • Gato: relacionado ao aspecto sorrateiro, à invisibilidade e ao livre transitar por entre os planos de existência. Também equilibra e converte energias e frequências com seu ronronar. Diz-se que sua alma existe concomitantemente em todos os 9 reinos (7 espirituais, físico e astral).
  • Cachorro: evoca confiança, companheirismo, e pode se tornar um guia pelo mundo espiritual, como nas lendas de Hécate e do Cérbero.
  • Morcego: relacionado à capacidade de voar (projeções astrais) e à sensação de vibrações. Também pode ser usado como elemento de drenagem energética.
  • Aranha: materialização, manipulação dos destinos, entendimento da teia de acontecimentos para a tomada correta de decisões.
  • Leite: o leite enquanto secreção nutriz seria, segundo várias mitologias, a forma mais direta de se obter os poderes de um animal. Na lenda de Rômulo e Remo, por exemplo, os meninos são criados por uma loba, que os amamenta, e posteriormente Rômulo funda Roma. No caso do leite da vaca, pode ser encontrado significado na cosmogonia Nórdica, onde a vaca Audhumbla amamentava o gigante Ymir, cujo corpo foi usado na criação de Midgard.
  • Almíscar: substância secretada pela glândula do gato almiscarado, tem efeito de atração amorosa.

Humanos

Como já foi dito, além dos arquétipos associados a cada fluido corporal e órgão específico, os ingredientes de origem humana permitem que se forme um elo entre a poção e a pessoa da qual provieram. No caso de elementos recolhidos de cadáveres, há ainda um elo com o submundo e com aspectos espirituais.

  • Cabelos: fazem referência à força vital (como na lenda de Sansão), e servem como ótimo elemento de ligação com os alvos de um feitiço devido à facilidade de obtenção.
  • Sangue: força vital, potencialização de qualquer intento, estabelecimento de um pacto (de sangue) ou elo com entidades.
  • Saliva: relacionada à fala e a ligações entre pessoas por meio dos pensamentos verbalizados ou transmitidos de forma mental.
  • Sêmen: o sêmen era utilizado na Alquimia para potencializar a criação de homúnculos, e em outras vertentes pode ser usado para a ativação de sigilos. Representa o poder criativo, a ideia em sua forma latente.
  • Menstruação: de forma complementar ao sêmen, a menstruação está ligada à materialização de uma ideia no mundo físico, permitindo que um intento elaborado mentalmente tome forma material.
  • Urina: em diferentes abordagens, a urina pode ser utilizada para ativar ou desativar intentos mágicos. Diz-se que demônios podem urinar em um círculo de proteção para desativá-lo, e a purificação de objetos enfeitiçados pode ser feita utilizando urina. De forma oposta, também pode ser utilizada para ativar os elementos que são dispostos no interior de uma garrafa de bruxa, por exemplo.

Moluscos e Crustáceos

Os cascos, as cascas e as conchas de moluscos e crustáceos recolhidos em praias ou jardins (ou guardados após uma refeição) podem ser utilizados de forma inteira ou macerada, ou ainda queimados, gerando um pó fino. Estes seres geralmente estão ligados à flexibilidade e ao potencial de crescimento.

  • Caranguejo: o pó de sua casca pode ser utilizado para indicar morte (pois se alimenta de elementos em decomposição) e levar uma vida a não andar para a frente. Também pode reverter feitiços.
  • Caracol: assuntos que se resolvem de forma lenta porém constante, de forma organizada (aspecto trazido pela espiral de sua concha).
  • Lagosta: conhecimento imerso no inconsciente, preparando-se para vir à tona. Está presente na carta da Lua no Tarô devido a este significado.
  • Polvo/Lula: adaptação e flexibilidade devido a seu corpo, e realização de tarefas complexas com seus tentáculos. Sua tinta traz a materialização de tarefas, como na escrita, mas também ocultamento e desorientação.

Fórmulas

Seguem apenas como exemplo algumas fórmulas que usam mais de um ingrediente de origem Animal, apresentadas em livros para diversas finalidades. Neste artigo não são detalhadas as quantidades e as variedades dos ingredientes apresentados, devendo-se consultar as obras originais para maiores informações sobre o uso e o preparo de cada fórmula.

Não recomendamos que sejam usadas partes de animais vivos, ou que estes sejam mortos tendo como objetivo o uso das partes. A preferência deve ser dada a produtos derivados de animais, partes que caíram naturalmente, ou partes de animais que já tenham morrido por outros motivos.

  • Poção para conquista: segundo o Livro de São Cipriano, esta poção pode ser preparada cozinhando olhos verdes de um gato preto em água, ou usando pelos de um gato preto queimados junto com alecrim, e amônia.
  • Poção para amor: ainda segundo Cipriano, pode ser preparada com sangue de um morcego macho e de uma morcega fêmea, e amônia.
  • Pílulas para conquista: segundo São Cipriano, podem ser preparadas amassando-se uma cabeça de enguia junto a sementes de cânhamo e gotas de láudano. Da mistura, são feitas bolinhas do tamanho de grãos de milho.
  • Azeite do amor: segundo São Cipriano, pode ser preparado um óleo fervendo-se teia de aranha com azeite, a ser pingado na comida da pessoa que se queira atrair. Porém, o efeito só dura enquanto a aranha que produziu a teia estiver presa dentro de uma casca de noz selada com cera.
  • Massa para atração sexual: segundo Cipriano, pode ser feita uma massa usando pelos do peito de um homem, uma cantárida, raiz de sobreiro, sementes de sarganha brava, farinha de amendoim e avelã.
  • Óleo afrodisíaco: segundo Cipriano, pode ser preparado usando penas de andorinha cozidas, penas de outros dois pássaros, e óleo de rosas.
  • Óleo para manifestar fantasmas: segundo Cipriano, basta ferver vários animais peçonhentos dentro de azeite por algum tempo, e posteriormente queimar este óleo em uma lamparina.
  • Garrafada para dominar pessoas: segundo Cipriano, pode ser preparada usando amônia, raspa de pedra de altar, alecrim, funcho, pó de mármore, esporo de samambaia, semente de malva, semente de mostarda, sangue do dedo mindinho, sangue do dedão do pé esquerdo, raiz de cabelo, raspas de unhas e raspas do osso de um defunto.

Por: Matt & RoYaL.

Referências: Editora Pallas — O Livro de São Cipriano; Kenneth Grant — O Renascer da Magia; Elisângela de Paula — O Arquétipo de um Mago: a ficcional história de São Cipriano; Kenneth Grant — Aleister Crowley e o Deus Oculto.

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