A física quântica enquanto ciência exata só aceita o que pode ser QUANTIFICADO — calculado ou medido — pelos métodos existentes. Além disso, considera que a energia não é contínua, e funciona em pequenos pacotes chamados QUANTA. Porém, a física quântica mencionada em diversas correntes de ocultismo possui algumas ANALOGIAS com a física quântica científica, derivando suposições e extrapolações de alguns dados que foram — estes sim — comprovados cientificamente.
Princípio da incerteza
O princípio da incerteza, atribuído a Heisenberg, afirma que é impossível observar a posição de algum corpo sem interferir em sua energia, ou medir sua energia sem interferir em sua posição. O produto dos erros de medição é sempre maior ou igual a h/4pi.
Isso nos leva a uma conclusão importante: a medição SEMPRE interfere no sistema. Isso leva à hipótese de que mesmo a intenção de se fazer alguma medição pode interferir no sistema, ou seja: interferir na matéria com o poder da mente.
Imagem: representação da incerteza de Heisenberg — Maschen
Energia quantizada
A energia não é contínua, é quantizada. Isso significa que um corpo não absorve qualquer quantidade de energia, apenas aquelas quantidades corretas que permitem que ele dê um salto para outro estado. Consequentemente, para que um corpo absorva uma vibração, ele deve “estar vibrando na mesma frequência”, ou pelo menos possuir modos de vibração com energias adequadas.
Isso permite a existência de vários mundos ou dimensões no mesmo local, e um não interfere no outro porque eles vibram em frequências diferentes. Também é a base da lei da atração: só atraímos e absorvemos energia quando vibramos na frequência dela. Se vibrarmos em uma outra frequência, vamos absorver essa outra energia.
Dualidade partícula-onda
Foi realizado um experimento passando elétrons por uma placa com duas fendas. Quando não se usava um detector para saber por qual das duas o elétron passou, era obtido um resultado que mostrava que o elétron se comportou como uma onda (como a luz). Porém, quando usava-se um detector, o elétron só passava por uma ou por outra fenda, como uma partícula.
Neste caso, há quem defenda que a intenção de medir interferiu no sistema. Porém, há quem defenda que o medidor que foi usado interferiu no sistema, fazendo o elétron se comportar de forma diferente.
Degenerescência
O caso do elétron é observado em vários sistemas quânticos. Quando não estão sendo medidos ou observados, eles possuem degenerescência: comportam-se de várias formas, e sua energia na verdade é uma média ponderada das energias de cada forma. Quando o sistema é medido ou observado, decai para uma das formas possíveis (apenas onda ou apenas partícula, por exemplo).
Isso dá suporte à teoria do Caoísmo: tudo é caos por trás dos panos, e quando tentamos observar só vemos uma das formas possíveis. A energia Babalon é considerada em diferentes momentos como Virgem ou Prostituta, mas é as duas, nenhuma delas, e muito mais que isso, ao mesmo tempo.
Imagem: degenerescência de orbitais moleculares — W.W. Norton.
Tudo é vibração
Pelo princípio da incerteza, há um limite de exatidão na nossa observação do mundo. Porém, em sistemas maiores e mais pesados, a incerteza acaba sendo desprezível perto do tamanho do sistema, e o sistema quântico se comporta como um sistema clássico. Mesmo assim, as coisas não deixam de ser vibração — são apenas formas mais densas de vibração.
Tunelamento
Também pelo princípio da incerteza, elétrons não possuem “posição”. Eles são uma nuvem (distribuição de probabilidades), e não estão rodando, apenas SÃO. Isso faz com que um átomo encostado em uma parede possa ter seus elétrons atravessando a mesma; a nuvem correspondente aos elétrons não precisou passar pela parede, pois ela não possui posição! Sendo assim, elétrons atravessam paredes, e isso pode ser usado para enviar vibrações à distância. Se um espírito é feito de elétrons ou energias tão sutis quanto eles, ele pode atravessar as paredes. E pode guardar muita informação, como por exemplo a informação de um cérebro humano inteiro — sendo então uma entidade “consciente”.
Partícula/antipartícula
Verifica-se que as energias podem virar matéria e vice-versa, e uma energia disforme no vácuo pode momentaneamente tomar a forma de duas partículas opostas que depois irão colidir e sumir. De fato, no vácuo pulam o tempo todo pares de quark/antiquark, que depois se aniquilam. Isso dá sustentação à possibilidade de se materializar coisas a partir do nada — bastaria formar quarks suficientes para formar prótons, átomos, moléculas, etc.
Além de isso ser extremamente difícil, os antiquarks têm que ser descartados de alguma forma, então tem que ser fornecido algo em troca, para eles se aniquilarem e o universo reencontrar seu equilíbrio.
Entrelaçamento Quântico
Outro fenômeno quântico interessante é o fato de elétrons que estavam em um mesmo orbital só poderem ter spins opostos. Nesse caso, se os elétrons forem separados, e o spin de um deles for trocado, o outro irá inverter seu spin da mesma forma instantaneamente, em uma comunicação mais rápida que a velocidade da luz — isso é também chamado Efeito Fantasmagórico à Distância, pois nada é enviado de um elétron para o outro para que o fenômeno ocorra.
Esta seria a base da telepatia, e já está sendo a base dos computadores quânticos.
Imagem: Telepatia — Brit Lab
Ass.: RoYaL.
Referências: Dr. Massimo Citro – O código básico do universo; Fritjof Capra – O Tao da física; Stephen Hawking – O universo em casca de noz; Stephen Hawking – Uma breve história do tempo; Donald A. McQuarrie – Química Quântica; Ira N. Levine – Química Quântica; Vitor Oguri e Francisco Caruso – Física Moderna: Origens Clássicas.
Empirismo é uma prática científica com foco na análise de resultados. As fórmulas empíricas buscam representar satisfatoriamente os resultados de um experimento, no intuito de estimarem-se os valores que ocorreriam em situações mais gerais. Com base nos resultados de experimentos variando, por exemplo, pressão e temperatura, podem ser construídas equações que permitem prever os resultados para qualquer pressão e para qualquer temperatura dentro da faixa estudada.
De forma geral, a construção de equações empíricas se inicia entendendo-se os efeitos observados de uma ou mais variáveis sobre as outras. Quando se aumenta o valor de uma variável, as outras podem aumentar ou diminuir, de forma linear ou exponencial, ou ainda oscilar, tendendo ou não a um valor de equilíbrio. Da mesma forma, as equações permitem observar situações impossíveis, que levariam a valores inválidos de uma ou outra variável.
Imagem: exemplos de funcionalidade entre variáveis — por Gabriel Costa.
Em alguns de seus trabalhos, Peter J. Carrol aliou os conceitos do Caoísmo e da Magia do Caos ao rigor matemático das equações empíricas, propondo um estudo algébrico das práticas mágicas e seus resultados. Os principais trabalhos publicados por Carroll que possuem análises nesse sentido são Liber Kaos, PsyberMagick e The Octavo.
As equações utilizam variáveis para representar aspectos subjetivos, que são convertidos para valores numéricos a partir de uma análise de seu nível ou de sua grandeza. Por exemplo, o “nível de gnose” no qual uma pessoa se encontra pode estar em um intervalo de 0 a 1. Sendo assim, entende-se que o valor 0 seria um estado “totalmente desperto” (sem nenhum nível de gnose), e o valor 1 seria uma “gnose profunda” (em um estado totalmente não dual). A análise dos valores intermediários, por sua vez, depende da interpretação do magista, com base em seus conhecimentos e suas percepções sobre as próprias práticas e rituais.
Equação 1 — Fator Mágico
O fator mágico M representa o poder de um ato mágico, com base nos fatores que estão envolvidos em um ritual, tanto em relação ao magista quanto em relação à prática. Este fator mágico influencia na probabilidade de um objetivo se concretizar, assim como em sua eficácia, e varia entre 0 (poder mágico nulo) e 1 (poder mágico máximo).
M = G L (1-A) (1-R)
G é o nível de gnose, que influencia positivamente no fator mágico. Quanto maior o estado de não dualidade do magista no momento da realização do ritual, ou seja, seu desprendimento do plano físico, maior o fator mágico.
L é a ligação mágica entre o magista e o alvo da magia. Quanto mais próximo o magista for do alvo, a nível mental, sentimental ou mesmo de convivência cotidiana, maior será o fator mágico. A conexão pode ser auxiliada por um objeto relacionado ao alvo, ou um fetiche que o represente.
A é a atenção do magista a nível consciente. Como a magia opera a nível inconsciente, a atenção consciente deve ser diminuída ao máximo, uma vez que tende a diminuir o fator mágico.
R é a resistência inconsciente do magista. Esta resistência deve ser diminuída, uma vez que reduz o fator mágico. Ela ocorre porque, atualmente, a maioria das pessoas é educada em um sistema puramente científico, sendo ensinada que “magia não funciona”. Sendo assim, o Censor Psíquico atua como um bloqueador do efeito mágico, e sua atuação deve ser controlada pelo magista mediante treino e estudo.
Todos os parâmetros G, L, A e R variam entre 0 e 1.
Imagem: gráfico representando o fator mágico M (eixo vertical) em função de R (eixo de base, inferior) e G (eixo de base, à direita) — por Gabriel Costa.
Equação 2 — Probabilidade Mágica (positiva)
A probabilidade mágica Pm representa a probabilidade de que algum objetivo ocorra, caso seja utilizada magia visando este evento. Está relacionada não só ao fator mágico, ativado por meio do ritual realizado pelo magista, mas também à probabilidade de que o evento ocorra naturalmente, sem interferência do ritual.
Pm = P + (1-P).M^(1/P)
P é a probabilidade natural de que o evento ocorra, sem a influência da magia. Sendo assim, percebe-se que a magia aumenta a probabilidade para um valor Pm, maior que P.
M é o próprio fator mágico calculado anteriormente. Caso não seja feito nenhum ritual relacionado ao objetivo, M será igual a zero, e a probabilidade mágica será simplesmente igual à probabilidade normal de ocorrência.
Como toda probabilidade, P está entre 0 e 1 (ou seja, de 0% a 100%). Ressalte-se que o valor de P pode tender a zero, porém nunca ser igual a zero, o que levaria a uma divisão por zero e a uma indefinição. Na prática, isso pode ser relacionado à incapacidade de se obter intuitos impossíveis. Porém, é possível aplicar a magia para conseguir objetivos muito improváveis.
Imagem: gráfico representando a probabilidade mágica Pm (eixo vertical) em função de M (eixo de base, inferior) e P (eixo de base, à direita), quando se deseja incentivar ou atrair o evento — por Gabriel Costa.
Equação 3 — Probabilidade Mágica (negativa)
Porém, a probabilidade mágica Pm também pode representar a probabilidade de que algum objetivo ocorra, caso seja utilizada magia para evitar este evento. Neste caso, a probabilidade de ocorrência é reduzida em relação à probabilidade natural, por meio do uso da magia.
Pm = P – P.M^[1/(1-P)]
P é a probabilidade natural de que o evento ocorra, sem a influência da magia. Sendo assim, percebe-se que a magia diminui a probabilidade para um valor Pm, menor que P.
M é o próprio fator mágico calculado anteriormente. Caso não seja feito nenhum ritual relacionado ao objetivo, M será igual a zero, e a probabilidade mágica será simplesmente igual à probabilidade normal de ocorrência.
Como toda probabilidade, P está entre 0 e 1 (ou seja, de 0% a 100%). Ressalte-se que o valor de P pode tender a um, porém nunca ser igual a um, o que levaria a uma divisão por zero e a uma indefinição. Na prática, isso pode ser relacionado à incapacidade de se impedir eventos já confirmados. Porém, é possível aplicar a magia para conseguir impedir a ocorrência de eventos muito prováveis.
Imagem: gráfico representando a probabilidade mágica Pm (eixo vertical) em função de M (eixo de base, inferior) e P (eixo de base, à direita), quando se deseja repelir ou evitar o evento — por Gabriel Costa.
Equação 4 — O uso de Entidades
A probabilidade de que um objetivo seja alcançado utilizando Entidades varia de acordo com a probabilidade natural de ocorrência do evento, e com o nível de ligação entre o magista e a entidade.
No livro Psybermagick, esta equação é apresentada por Carroll em relação ao uso de Eidolons (ou servidores), principalmente os Cybermorfos (com formas tecnológicas). Porém, de forma mais geral, poderia ser aplicada a Daemons da Goécia, elementais naturais, elementais artificiais (que eram criados na Golden Dawn e se assemelham muito a servidores), entre outras entidades.
Pe = P + (1-P).L^(1/P)
P é a probabilidade natural de que o evento ocorra, sem a influência da magia. Sendo assim, percebe-se que o uso de entidades aumenta a probabilidade para um valor Pe, maior que P.
L é a qualidade da ligação entre o magista e a entidade. Caso não seja utilizada nenhuma entidade para realizar aquele objetivo, ou o magista não consiga realizar ligação alguma com a entidade, L será igual a zero, e haverá probabilidade normal de ocorrência.
Como toda probabilidade, P está entre 0 e 1 (ou seja, de 0% a 100%), e L também está entre 0 e 1. Ressalte-se que o valor de P pode tender a zero, porém nunca ser igual a zero, o que levaria a uma divisão por zero e a uma indefinição. Na prática, isso pode ser relacionado à incapacidade de se obter intuitos impossíveis. Porém, é possível utilizar entidades para conseguir objetivos muito improváveis.
Imagem: gráfico representando a probabilidade de que algo seja alcançado utilizando-se entidades Pe (eixo vertical) em função de L (eixo de base, inferior) e P (eixo de base, à direita) — por Gabriel Costa.
Equação 5 — A Magia no Espaço-Tempo
Nesta equação, o tempo e o espaço são entendidos como dois domínios por onde a magia pode fluir. Neste caso, a magia flui por um plano imaginário composto por duas dimensões temporais, além do eixo de tempo normal, e do espaço tridimensional já conhecido. Sendo assim, o espaço-tempo adquire seis dimensões (x, y e z, contidos em s, além de t, a e b). Todas as dimensões formam uma hiper-esfera.
s² + (ict)² + (i²ca)² + (i²cb)² = 0
s é a separação espacial entre o magista e a magia conjurada (contém x, y e z, sendo igual à raiz da soma de seus quadrados).
t é a separação temporal entre o magista e a magia conjurada.
a e b são as separações temporais imaginárias entre o magista e a magia conjurada, em um espaço temporal imaginário com duas dimensões.
i é a raiz de -1.
c é a velocidade da luz.
Imagem: emanações a partir de uma magia conjurada por um magista posicionado na origem, no tempo t0. As unidades dos eixos são segundos/luz, e os tempos t1, t2 e t3 são de 0,4 segundo, 0,7 segundo e 1 segundo, respectivamente — por Gabriel Costa.
Segundo esta equação, a magia é capaz de fluir em todas as dimensões, incluindo a direção negativa do tempo, e as realidades paralelas, que seriam duas dimensões adicionais imaginárias do tempo.
Um dos exemplos de aplicação disso é a possibilidade do uso de magias retroativas. Neste caso, o magista pode lançar uma magia no tempo “-1”, que se moverá à velocidade da luz e poderá operar no passado, inclusive afetando algum evento que ocorre no momento atual, em que o magista está fazendo o ritual, ou afetando algum evento que já ocorreu, “mudando o passado”. Isto também se aplica a oráculos, quando são adivinhados eventos que aconteceram em tempos negativos em relação ao momento do ritual.
Outro exemplo de aplicação é a visita a realidades paralelas, no plano “ab”, que é transversal ao eixo de tempo t. Se os eventos do passado tivessem sido alterados, ou ocorressem de forma diferente, surgiriam outras linhas do tempo, formando uma grande região bidimensional de possibilidades em torno do magista no instante t0. Assim, o magista pode visitar ou vislumbrar estas realidades paralelas, bastando para isso utilizar skrying ou projeção astral.
Outras Equações
No livro “The Octavo”, Carroll apresenta diversas magias em forma algébrica, utilizando equações científicas e propondo, com base nelas, explicações dos efeitos mágicos, e do próprio funcionamento do universo.
Imagem: ilusões como resultado da distorção das ondas luminosas (Livro The Octavo, por Peter Carroll).
Neste grimório, magias de atração são explicadas em relação às leis da gravitação, as magias de manutenção e de ciclos são explicadas com base nas leis físicas de vórtices, e as leis da entropia servem de base para explicar probabilidades mágicas de realizar feitos improváveis.
Imagem: hipercubo (Livro The Octavo, por Peter Carroll).
Por que Equações Mágicas?
De fato, equações mágicas serão necessárias quando for realizada a unificação entre ciência e magia, em um futuro não muito distante. Quando forem desenvolvidos equipamentos para mensurar energias sutis, e os métodos atuais (como a psicometria, a radiônica e a fotografia Kirlian) forem aprimorados e tiverem maior crédito, será possível a realização de experimentos em larga escala, e as equações mágicas poderão ser confirmadas, refutadas ou adaptadas.
Como magia é probabilística (assim como a mecânica quântica), para comprová-la cientificamente seriam necessários milhares de experimentos, com controle rígido das variáveis envolvidas. A comunicação dos resultados deverá ser ampla e abrangente na comunidade mágica internacional, e deverão ser criadas métricas e métodos para quantificação correta das variáveis (duas pessoas não deveriam ter duas métricas muito diferentes quanto a seus próprios níveis de Gnose (G), por exemplo).
Imagem: fotografia Kirlian de folhas, por Walter Myers.
Porém, até lá, é certo que a ciência não possui papel de validar a magia, ou que se trata de algo superior. São apenas dois campos de estudo, com diferentes metodologias e dinâmicas. Este juízo de valor é geralmente aplicado por pessoas céticas, que se esquecem que, até pouco tempo, a eletricidade era considerada um fenômeno paranormal, e a dualidade partícula-onda era uma aberração. Esta mesma comunidade ainda considera, em parte, o tunelamento e a não localidade como efeitos “fantasmagóricos”, mesmo ambos sendo verificados teórica e experimentalmente.
A Ciência está mudando, e o caminho é na direção de um conhecimento menos baseado em dualidades rígidas, e mais baseado em probabilidades e degenerescência (dualidades condicionais). Neste novo Aeon, a Magia certamente terá um papel de destaque, e poderá ser tratada como a Ciência.
Ou vice-versa.
Ass.: RoYaL
Referências: Peter Carroll (1987) — Liber Null e Psiconauta; Peter Carroll (1992) — Liber Kaos; Peter Carroll (1996) — PsyberMagick; Peter Carroll (2011) — The Octavo.
A Torre de Babel é uma parábola bíblica que trata de coletividade, soberba e discórdia humanas. Reza a lenda que os seres-humanos eram um só povo, com uma só cultura e uma só língua, até que resolveram construir uma torre que chegaria até os céus. A torre foi construída próximo da Babilônia e poderia ser um portal que conectasse o mundo físico com os reinos espirituais.
Um dos deuses mais tiranos que viviam nos reinos espirituais, Yahweh, El ou Enlil, não gostou nada disso, e enviou seus emissários (um deles sendo o demônio Purson) para confundir os humanos e destruir seus planos de soberba. A Torre caiu, e os seres-humanos passaram a falar 72 línguas, se dividindo em 72 culturas que passaram a ser supervisionadas por 72 anjos. Ninguém mais se entendeu, e ninguém mais conseguiu realizar projetos deste porte, que requeriam esforço conjunto de toda a humanidade.
A Epistemologia é a área que estuda filosoficamente o desenvolvimento da ciência, analisando os objetivos que são considerados primordiais para a evolução científica de cada época, seus fundamentos lógicos, suas interfaces humanitárias e sociais, bem como seus limites de entendimento. Em alguns estudos epistemológicos recentes, já se percebem as rupturas no pensamento científico que surgiram com o paradigma quântico e com as considerações relativísticas da primeira metade do século XX. Entende-se que estas descobertas recentes podem mudar a forma de ver o mundo, e mesmo a forma de se fazer ciência (LEWIS, 2016).
Segundo o paradigma quântico, o universo não seria determinístico, mas se resolveria somente no momento em que é observado, tomando configurações diferentes dependendo do observador. Já segundo a teoria da relatividade, o próprio tempo não seria percebido de forma fixa, dependendo também da velocidade à qual o observador está se movendo.